Luiz Sacilotto, nascido, criado e residente em Santo André, pode passar desapercebido, no estreito panorama artístico que este centro industrial oferece. Lá na Senador Flaquer sabíamos, porém, que nos esperava um artista de envergadura internacional, com um cartel de grande importância nas artes brasileiras. Começou em 1946 com uma exposição no Rio (I.A.B.), depois de раssar pelo aprendizado duro e minucioso da Escola Profissional de São Paulo, 1947: Exposição 19 pintores, em São Paulo. Em 1949, já esboçava o movimento que iria culminar no concretismo, 1952 - ano definitivo – com a Exposição do Grupo Ruptura. Participou das cinco Bienais e de cinco Salões Paulistas de Arte Moderna, nos quais foi membro do de júri várias vezes, e recebeu o 1º Prêmio Governador do Estado (1952), Aquisição (1951) e o 1º Prêmio de Escultura (1961). Exposição Nacional de Arte Moderna no Brasil que percorreu Buenos Aires, Santiago, Rosário e Lima. Várias exposições nas ‘Folhas’: Prêmio Leiner de Pintura em 1956. Exposição ‘Arte Moderna no Brasil’, que percorreu as principais cidades da Europa em 1960. No mesmo ano, em Zurich, participou dos ‘50 anos de arte concreta’, organização de Max Bill. Este é o homem que se nos apresenta amigo e simples, falando sobre o nosso momento artístico e a sua arte.