Luiz Sacilotto nasce em Santo André, São Paulo, em 22 de abril. É filho de Antônio Sacilotto e de Thereza Cancellier Sacilotto, imigrantes italianos originários de Pravisdomini, na região de Friúli-Veneza Giulia.ⁱ
Durante os anos de 1931 a 1937, Sacilotto frequenta o Externato Padre Luiz Capra, em Santo André, onde demonstra interesse pelo desenho e pela forma desde muito jovem. Mesmo sem uma noção clara de vocação artística, Sacilotto inicia uma relação espontânea com a visualidade, que seria sempre marcada pela observação meticulosa e pelo senso de organização.
Sacilotto ingressa no Instituto Profissional Masculino, no Brás, em São Paulo, e começa sua formação técnica em pintura e decoração. O ensino, estruturado e voltado ao domínio da técnica, promove seu aprendizado com pintura de muro e de parede, pintura mural, além de têmpera e pigmentos com cola. Como ele relata,ⁱⁱ havia dois períodos de estudo na escola: o da manhã, com aulas teóricas (português, aritmética, história e geografia); e o da tarde, com aulas práticas. Três vezes por semana, tinham aulas de artes plásticas com aprendizado de artesanato. No segundo ano, aprendiam desenho de gesso e desenho artístico. Nos últimos anos, faziam pintura em que companheiros posavam uns para os outros, além de natureza-morta.
Aqui, Sacilotto percebe que o fazer artístico não era apenas talento intuitivo, mas um campo que exigia método e precisão – princípios que seriam centrais em sua trajetória como artista ligado ao concretismo, a partir dos anos 1950.
No Instituto, Sacilotto conhece os artistas Marcelo Grassmann e Octávio Araújo, estabelecendo amizades que ultrapassariam as paredes do local. Os três jovens partilhavam inquietações gráficas, trocavam referências, desafiavam-se mutuamente e criavam um ambiente fértil de formação intelectual e sensível.
Em suas palavras:ⁱⁱⁱ “Nós tínhamos uma certa repulsa […] pelo processo […] que a gente achava muito estagnado […] a gente tinha informações de fora que havia alguma coisa a mais”.
Luiz Sacilotto estuda e forma-se mestre em pintura na Escola Técnica Getúlio Vargas (novo nome do Instituto Profissional Masculino). Nesse período, o artista trabalha com a figuração e experimenta com a linguagem expressionista.
Sacilotto ingressa na Hollerith do Brasil como desenhista de letras de alta precisão. Essa experiência industrial é decisiva: o contato com processos mecânicos, repetitivos e exatos molda profundamente seu olhar e seu fazer.
Sacilotto também frequenta sessões de modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, conciliando o rigor técnico com a observação da figura humana.
Nota-o o importante crítico de arte Sérgio Milliet, que publica “Pintores proletários”, discutindo as produções de Sacilotto, Marcelo Grassmann e Octávio Araújo.ⁱᵛ
Convocado pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), Luiz Sacilotto passa nove meses na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Na cidade, visita exposições e entra em contato com obras expressionistas, que lhe revelam intensidades cromáticas e emocionais. Nesse período, Sacilotto realiza desenhos expressionistas, que são como apontamentos sobre a sua realidade no quartel. Essa linguagem marca essa fase de sua produção, antes do início das experimentações geométricas.
Ao retornar a São Paulo após o fim da guerra, retoma seu emprego na Hollerith do Brasil.
Neste ano, participa das exposições “Homenagem ao povo espanhol”, “Quatro novíssimos” e da “Exposição comemorativa do primeiro aniversário da Seção de arte da Biblioteca Municipal Mário de Andrade”. As duas primeiras têm lugar no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no Rio de Janeiro, sendo que “Quatro novíssimos” foi organizada por Carlos Scliar. Nesta mostra também participam Marcelo Grassmann, Octávio Araújo e Luiz Andreatini. A terceira, em São Paulo, foi organizada pela crítica de arte Maria Eugênia Franco. Suas obras ainda carregam forte carga expressiva, com pinceladas intensas e figuras distorcidas. Ele desenha pessoas próximas: mãe, irmão e colegas.
Trabalha com o arquiteto Jacob Ruchti.
Participa da exposição “19 Pintores” na Galeria Prestes Maia, onde conhece Waldemar Cordeiro e Lothar Charoux, figuras fundamentais para o surgimento do concretismo paulista.
Recebe o 2º Prêmio no “1º Salão de Belas Artes do Município” de Santo André, na Sociedade Amigos do Livro.
Neste ano, Sacilotto trabalha com o arquiteto Vilanova Artigas e, aos poucos, inicia suas primeiras experiências formais com a geometrização da imagem, abandonando gradualmente o expressionismo.
Sacilotto participa do “2º Salão de Belas Artes do Município” no Clube Atlético Aramaçan, de Santo André.
Passa a trabalhar na Rodolfo Weigand Engenharia, onde permanece até 1950. A proximidade com a arquitetura e a engenharia reforça seu interesse pela ordem visual e pela racionalidade produtiva. Suas pinturas de 1948 marcam uma transição decisiva: a geometria deixa de ser apenas sugestão e se torna linguagem dominante, em estreita relação com a arquitetura.
Participa da “II Feira de Arte” na Galeria Itapetininga, consolidando sua presença no circuito expositivo paulista.ᵛ
Sacilotto trabalha como assistente de cenografia na Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, São Paulo, onde fica até outubro de 1951. Participa da realização dos filmes “Ângela”, de 1951 (direção de Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne), “Terra é sempre terra”, de 1951 (direção de Tom Payne) e “Sai da frente”, lançado em 1952 (direção de Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne, com atuação de Mazzaropi).
Sacilotto visita a exposição de Max Bill no Museu de Arte de São Paulo (MASP) – exposição-chave para a disseminação do interesse pelo concretismo no Brasil.
Para Sacilotto, a obra de Bill – clara, rigorosa, matemática – confirma o caminho que ele vinha ensaiando. A partir desse encontro, sua produção se orienta mais incisivamente para a abstração geométrica.
O ano de 1951 marca uma virada importante na trajetória de Sacilotto e na própria história da arte no Brasil.
Ele participa do “1º Salão Paulista de Arte Moderna” na Galeria Prestes Maia e da hoje histórica “1ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo”, que foi organizada pelo Museu de Arte Moderna (MAM) no Trianon, em São Paulo. Nesta mostra, Sacilotto participa com a obra “Pintura I”.
Começa a trabalhar como desenhista-projetista no escritório do arquiteto Lauro da Costa Lima – experiência que reforça seu vínculo com a lógica construtiva e com a precisão do desenho técnico. Com o arquiteto, permanecerá até 1954.
Nesse mesmo ano, casa-se com Helena Adamastor.
Em 1952, Sacilotto participa da “26ª Bienal de Veneza”. Recebe o 1º Prêmio Governador do Estado no “2º Salão Paulista de Arte Moderna” pela obra “Ritmos sucessivos”.
Um dos marcos mais importantes deste ano – e para a historiografia da arte no Brasil – foi a exposição do Grupo Ruptura no MAM-SP. Sacilotto, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Lothar Charoux, Anatol Wladyslaw, Kazmer Féjer e Leopoldo Haar, lançam um manifesto fundante do movimento concretista paulista.
Participa da “2ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo” e vê a expansão do concretismo brasileiro. Afirma-se como um dos seus nomes mais consistentes, especialmente pela clareza rigorosa de sua produção e pelo domínio do metiê.
Nascimento do primeiro filho de Sacilotto e Helena: Valter.
Ano intenso: recebe o Prêmio Aquisição no “3º Salão Paulista de Arte Moderna”, na Galeria Prestes Maia, pela obra “Vibração ondular”, e realiza cenografias para as peças de teatro “O homem da flor na boca” (junto a Décio Pignatari) e “A culpa de ser homem” (direção e atuação de Décio Pignatari), no Teatro Cartilha, em Osasco.
Um dado importante é que Sacilotto inicia a numeração sistemática de suas obras, todas denominadas “Concreção”. Esse sistema revela sua visão racional da produção: cada obra é registro de um problema visual, uma progressão formal que se insere numa lógica contínua.
Entre 1954 e 1958, trabalha na Fichet & Schwartz-Hautmont como projetista de esquadrias metálicas, aprofundando ainda mais sua relação com materiais industriais e com soluções construtivas.
Participa da “3ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo” e toma parte do “4º Salão Paulista de Arte Moderna” na Galeria Prestes Maia.
A revista “Acrópole” publica imagens do edifício moderno Mainumbi, em São Vicente, com arquitetura de Lauro da Costa Lima e painéis realizados por Sacilotto. Este trabalho demonstra que sua linguagem geométrica também encontrava espaço na arquitetura aplicada.
Nasce Oscar, o segundo filho do casal.
Integra a Comissão Organizadora do “4o Salão Paulista de Arte Moderna”. Até o ano de 1968, o artista fará parte da comissão organizadora desse salão, o que revela sua inserção ativa nas instituições culturais e sua influência na formação do cenário artístico paulista.
Participa da “1ª Exposição Nacional de Arte Concreta” no MAM-SP, marco absoluto das experimentações concretistas no Brasil, junto com artistas do Grupo Ruptura, como Fiaminghi e Cordeiro, e com os cariocas do Grupo Frente, como Ivan Serpa, Aluísio Carvão, Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica.
Ainda nesse ano, Sacilotto toma parte do “5o Salão Paulista de Arte Moderna”, na Galeria Prestes Maia, e recebe o “Prêmio Leirner de Arte Contemporânea” ao lado de nomes como Volpi e Weissmann.
Outro dado importante é a sua participação na fundação da União dos Artistas Plásticos, um movimento político-cultural significativo na articulação dos artistas.
Apresentada no MAM-RJ, a “1ª Exposição Nacional de Arte Concreta” amplia o alcance do movimento e intensifica os debates teóricos entre artistas e críticos.
Sacilotto participa da “4ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo” e de mostras internacionais, como “Arte moderno en Brasil”, organizada pelo MAM-RJ no Museo Nacional de Bellas Artes em Buenos Aires, e da “Exposição internacional de arte”, em Tóquio, consolidando sua projeção como artista concreto.
No ano de 1958, Sacilotto deixa a Fichet & Schwartz-Hautmont e abre a serralheria Struturs, em Santo André, onde trabalha como desenhista-projetista. Esse período marca a convivência intensa entre arte e indústria: ele conhece profundamente materiais, resistência, montagem, superfície – tudo isso ecoará em suas obras tridimensionais.
Nasce seu terceiro filho, Adamastor.
Participa de exposições relevantes no Brasil e na Europa. Em São Paulo: da “5ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo”; da “Exposição de arte concreta” com curadoria de Lourival Gomes Machado; do “Prêmio Leirner de Arte Contemporânea”; da mostra em homenagem à AICA,ᵛⁱ “Congresso da AICA”; e da “47 Artistas – Prêmio Leirner de Arte Contemporânea 1958”, as quatro últimas, na Galeria de Arte das Folhas.
No exterior, participa da exposição “Ausstellung Brasilianischer Künstler”, na Haus der Kunst, em Munique; da “Exposição de artistas brasileiros na Europa”, na Academia de Belas Artes de Viena – organizada pelo MAM-RJ –; e da “Exposição de artistas brasileiros na Europa – Brasilianische”, no Museum Morsbroich, em Leverkusen, na Alemanha, também organizada pelo MAM-RJ.
Um fato curioso e pouco conhecido é que Sacilotto trabalha como modelo fotográfico para a Fábrica de Tintas Ideal, aparecendo em campanhas publicitárias e nas latas de tinta. É um encontro simbólico entre o artista concreto e o universo industrial, do qual sua obra sempre se alimentou.
Participa da histórica mostra “Konkrete Kunst” no Helmhaus, em Zurique, organizada pelo artista suíço concreto Max Bill, em que participavam obras de Josef Albers, Hans Arp, Naum Gabo, Kandinsky, Paul Klee, Malevich, Theo van Doesburg, Vantongerloo, Vasarely, entre outros. Sacilotto toma parte também da “Moderne Braziliaanse Kunst = Exposição de artistas brasileiros”, organizada pelo MAM-RJ no Centraal Museum Utrecht, nos Países Baixos, e da “Exposição de artistas brasileiros na Europa”, também organizada pelo MAM-RJ no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris e no espaço expositivo do Secretariado Nacional de Informação em Lisboa.
Em São Paulo, participa do “9º Salão Paulista de Arte Moderna”, na Galeria Prestes Maia, e da “Exposição de arte concreta”, na Galeria de Arte das Folhas. No Rio de Janeiro, da “Exposição de arte concreta: retrospectiva 1951-1959”, no MAM-RJ.
Trata-se de um ano de grande projeção do artista tanto no Brasil quanto no exterior.
Sacilotto integra a “6ª Bienal de São Paulo” e recebe o 1º Prêmio Governador do Estado no “10º Salão Paulista de Arte Moderna”, na Galeria Prestes Maia, com “Concreção 6146”. Sua pesquisa tridimensional alcança maturidade, alinhando precisão formal, rigor matemático e impacto espacial.
Toma parte do “Prêmio Leirner de Arte Contemporânea 1960”, realizado na Galeria de Arte das Folhas.
Expõe e atua como jurado no “11º Salão Paulista de Arte Moderna” na Galeria Prestes Maia, e na “Mostra Inaugural da Galeria do Clube dos Artistas Plásticos”, em São Paulo.
Participa da criação da “Associação de Artes Visuais Novas Tendências” e de sua exposição “Coletiva inaugural 1: inauguração da Galeria NT”.
O jornal News Seller, hoje Diário do Grande ABC, publica entrevista de Sacilotto a J. A. Pereira da Silva e diversos desenhos de sua autoria, em várias edições.
Realiza cenografia para a peça “Gente como a gente”, de Roberto Freire, dirigida por Adhemar Guerra, no Teatro de Alumínio, em Santo André, mostrando novamente sua capacidade de transitar entre arte, teatro e design.
Participa da “8ª Bienal de São Paulo” com trabalhos tridimensionais engajados, dialogando com questões políticas e sociais – aspecto pouco explorado de sua trajetória. Também participa da exposição “Propostas 65” no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP).
Com a intensificação da ditadura militar, dificuldades econômicas e pressões políticas, Sacilotto interrompe temporariamente sua produção artística.
Atua novamente como jurado do “15º Salão Paulista de Arte Moderna” e tem obras incluídas na mostra.
Em São Paulo, Sacilotto faz parte da “Retrospectiva Didática dos ‘19’ pintores”, na Tema Galeria de Arte, e do “17º Salão Paulista de Arte Moderna”, na Galeria Prestes Maia. Um fato importante em sua trajetória foi a Sala Especial, que lhe foi concedida, no “1º Salão de Arte Contemporânea” no Paço Municipal de Santo André, organizado por Enock Sacramento e José Armando Pereira da Silva.
Waldemar Cordeiro escreve o texto seminal sobre o artista santoandreense: “O realismo concreto de Luiz Sacilotto”, analisando sua obra a partir da relação entre forma, método e rigor construtivo. É o momento em que Cordeiro chama Sacilotto de “viga-mestra do concretismo”.
“A ideologia concreta se insere dialeticamente na realidade em movimento, tendo produzido várias formas de arte, desempenhando um papel vital mesmo neste momento em que, sob o pretexto da condenação da cultura de massa burguesa, posições artísticas anacrônicas são reeditadas, Luiz Sacilotto desde o início é viga-mestra da arte concreta.”ᵛⁱⁱ
Ano em que Sacilotto encerra as atividades da Struturs e passa a trabalhar na Ryval, como desenhista-projetista.
Participa do “2º Salão de Arte Contemporânea” no Paço Municipal de Santo André.
É uma fase de reorganização profissional e artística, muito ligada ao contexto sociopolítico em que estava inserido.
Após um período de instabilidade econômica e política no país, Sacilotto passa a trabalhar com paisagismo ao lado de Waldemar Cordeiro, amigo e colaborador de longa data. Essa convivência reacende debates sobre forma, função e planejamento visual – agora aplicados ao espaço urbano e ao ambiente natural.
Em 1971, Sacilotto retorna à Fichet & Schwartz-Hautmont como projetista de esquadrias metálicas, retomando uma rotina técnica que sempre impactou sua arte.
Depois de alguns anos de menor produção artística, Sacilotto retoma seu trabalho no ateliê de Santo André, realizando novas experimentações visuais. Suas obras passam a explorar movimentos gerados por rotações, progressões e combinações rítmicas. A geometria permanece rigorosa, mas há um novo dinamismo visual, como se a forma ganhasse um grau maior de mobilidade interna.
Em suas palavras: “[…] Seis, sete anos paro de produzir só cuidando de minha vida profissional, familiar. No começo da década de 1970 comecei a rever o que tinha feito. Senti uma necessidade enorme que todos os elementos pudessem criar mais movimento, não seriam estáticos, tão gestálticos. Comecei uma série de estudos, uma série de guaches que desencadeia muitos trabalhos”.ᵛⁱⁱⁱ
Participa do “6º Salão Paulista de Arte Contemporânea” no Paço das Artes, em São Paulo. Sua presença constante em salões, mesmo após anos de transição, demonstra que sua obra seguia sendo reconhecida pelo circuito institucional.
Toma parte da mostra “O desenho jovem nos anos 40”, na Pinacoteca de São Paulo, com curadoria de Aracy Amaral.
Esse é um ano simbólico para Sacilotto. Ele participa da histórica mostra “Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962”, na Pinacoteca de São Paulo e depois no MAM-RJ. Com curadoria de Aracy Amaral e da artista Lygia Pape, a exposição constituiu uma revisão crítica abrangente das linguagens abstrata geométrica e concreta no Brasil. Contou ainda com um catálogo incontornável, referência fundamental tanto para a historiografia da arte no país quanto para os estudos sobre as abstrações geométricas de modo mais amplo.
Sacilotto expõe obras na mostra “Os Grupos: a década de 40”, no Museu Lasar Segall, e na “I Exposição Coletiva – Inaugural”, na Kris Galeria de Arte, em Santo André.
No final do ano, aposenta-se da Fichet & Schwartz-Hautmont e passa a se dedicar exclusivamente à produção artística, algo que transforma profundamente sua rotina e seu ritmo de produção.
Ano significativo para Sacilotto: participa das mostras “As Bienais e a abstração: a década de 50”, no Museu Lasar Segall; “19 Pintores”, no MAM-SP; e “Arte agora III / América Latina: geometria sensível” no MAM-RJ. E das exposições na Galeria Millan, em São Paulo: “Campanha pela redemocratização” e “Artistas plásticos na campanha de Fernando Henrique”; e, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), da mostra “Tendências da arte do século XX: destaques da coleção”.
Sacilotto viaja pela primeira vez à Europa, acompanhado do artista Hermelindo Fiaminghi. A estadia no ateliê de Kazmer Féjer, em Paris, e as visitas a museus pelo período de três meses reforçam sua conexão com os estudos em história da arte e com a tradição geométrica internacional.
Engaja-se também na campanha pela redemocratização brasileira, doando serigrafias que seriam vendidas para financiar ações culturais – gesto que revela seu compromisso ético e político.
Participa de diversas mostras em São Paulo e em outras cidades: “Coleção Theon Spanudis: doação para o acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo”, no MAC USP; “Papéis & cia.”, na Sala Corpo de Exposições, em Belo Horizonte, e no Salão de Exposições do Centro Cívico de Santo André; “O desenho como instrumento”, na Pinacoteca de São Paulo; “Desenhos dos anos 40 – Homenagem a Sérgio Milliet”, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, em São Paulo; do “11º Panorama da Arte Atual Brasileira”, no MAM-SP; “Seis famosos artistas”, na Biblioteca Presidente Kennedy, em São Paulo; “Exposição de artes plásticas”, no Centro Jundiaiense de Cultura; e “Artistas da região do Grande ABC”, na Prefeitura Municipal de Mauá. Sua produção ganha visibilidade renovada num momento em que a crítica passa a revisitar a arte concreta com novos olhos.
“O Panorama exemplarmente montado (como sempre são as exposições do MAM), além de propiciar uma leitura correta e harmoniosa das obras, exibe exemplares belíssimos de muitos artistas. Mas a nota especial da mostra (ela justificaria a sua própria organização) é Sacilotto. […] A sensibilidade técnica e a visão gestáltica profunda de Sacilotto compõem essas peças cinéticas, as mais extraordinárias já vistas nessa tendência artística, embora ele próprio trabalhe nela já há algumas décadas. O movimento cadenciado das formas, a velocidade das linhas e a vibração das cores montam um universo infinito de sensações visuais, criado pelo artista e em função da sensibilidade ótica do espectador.”ⁱˣ
Realiza uma importante mostra retrospectiva no MAM-SP: “Sacilotto – Expressões & concreções”. Também participa das exposições em São Paulo: “Dois metros e uma página”, na Cooperativa de Artistas Plásticos de São Paulo; “Itália-Brasil: relações desde o século XVI”, no MASP; e na “I Feira de Artes dos Jornalistas”, na Galeria Espade.
No Rio de Janeiro, a Galeria da Rede Rubaiyat organiza uma mostra de 6 artistas concretistas na Galeria Place des Arts.
Ao mesmo tempo, sua obra circula internacionalmente com a coletiva “11 Artistas do ABC”, em Tokuyama, no Japão.
Esse período marca o retorno pleno de Sacilotto à cena contemporânea – não mais como figura histórica exclusivamente ligada ao concretismo, mas como presença viva e atuante.
Participa de coletivas em Ribeirão Pires (“Expo 8 artistas da Grande São Paulo”), Brasília (“Coletiva de outono”) e Curitiba (“Obras do acervo da Pinacoteca de São Paulo”), mostrando que sua obra circulava tanto em grandes centros quanto em contextos mais regionais. Em São Paulo, toma parte da mostra “Coleção Biblioteca de Arte: desenhos, aquarelas e guaches”, na Casa das Retortas, e da mostra coletiva na Galeria de Arte Cosme Velho.
Realiza na Galeria Cosme Velho a individual “L. Sacilotto: obras dos últimos 5 anos”. Participa ainda da coletiva “Geometrismo expressivo” no MASP, da mostra “Do modernismo à Bienal”, no MAM-SP, e da mostra “MAC USP décadas 50/60”.
O uso da cor, que havia sido mais contido em fases anteriores, passa a ganhar cada vez mais protagonismo.
Participa do “Panorama de Arte Atual Brasileira/83: pintura”, no MAM-SP, e de “Aspectos do abstracionismo na coleção do MAC”, no MAC USP.
Participa de importantes exposições: “Geometria hoje”, na Galeria Paulo Figueiredo, em São Paulo; “Tendências construtivas no Brasil”, no MAC USP; e “Tradição e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras”, na Fundação Bienal de São Paulo.
Inicia também a construção de seu ateliê na Rua Senador Flaquer, em Santo André – espaço que se tornaria central para a sua produção e para a preservação de sua memória.
Realiza a individual “Concreções”, na Sol Galeria, e participa novamente de “Geometria hoje”, desta vez montada em Belo Horizonte, no Museu de Arte da Pampulha (MAP). No MAC USP, está presente “Síntese da arte brasileira no acervo: 1920-1980” e continua em “Tendências construtivas no Brasil”.
É homenageado com Sala Especial no “4º Salão de Arte Contemporânea”.
Em um ano bastante intenso, participa de diversas exposições individuais e coletivas em São Paulo e em outras cidades.
Em São Paulo, participa de: “Geômetras paulistas”, na Sadalla Galeria de Arte; “Luiz Sacilotto: pinturas [Intermutações]”, na Choice Galeria de Arte; no MAM-SP, do “17º Panorama da Arte Atual Brasileira/86: pintura”; do “4º Salão Paulista de Arte Contemporânea”, na Fundação Bienal de São Paulo; de “Da Coleção: os caminhos da arte brasileira”, no MASP; continua em “Tendências construtivas no acervo”, no MAC USP; e integra “Flagrantes e flashes”, na Pinacoteca de São Paulo.
No Rio de Janeiro, toma parte de “Sete décadas da presença italiana na arte brasileira”, no Paço Imperial, com curadoria de Frederico Morais, e, na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, de “Lothar Charoux e Sacilotto: exposição comemorativa”.
Augusto de Campos escreve um poema concreto dedicado especialmente ao artista – um gesto que revela a frutífera interlocução entre poetas e artistas concretos.
Participa de várias coletivas em diferentes cidades: “Abstração geométrica 1: concretismo e neoconcretismo”, exibida na Funarte, no Rio de Janeiro, e também MAB FAAP, em São Paulo; “A trama do gosto: um olhar sobre o cotidiano”, na Fundação Bienal de São Paulo; “O ofício da arte: a pintura”, no Sesc São Paulo, com curadoria de Jacob Klintowitz; “18 contemporâneos”, na Dan Galeria, em São Paulo; “Geômetras paulistas”, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre; “Tendências da arte do século XX: destaques da coleção” e “Artistas construtivos na coleção Theon Spanudis”, ambas no MAC USP; e “Ao Colecionador”, com curadoria de Paulo Herkenhoff, no MAM-RJ.
O artista realiza ainda a individual “Concretismo de Sacilotto” na Galeria do Sol, em São José dos Campos.
Sua obra é utilizada em projetos culturais e calendários empresariais, ampliando ainda mais sua visibilidade e a circulação de sua produção em meios diversos.
Realiza individual na Galeria Millan, apresentando 31 telas. Participa de mostras importantes no MAC USP: “MAC 25 anos: destaques da coleção inicial”; “Arte brasileira no acervo do MAC”; e “Gravuras – Coleção Theon Spanudis”.
Recebe o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e a Medalha de Honra do Conselho Cultural Ítalo-Brasileiro.
Participa de exposições regionais e estaduais, reafirmando seu vínculo com o ABC e sua importância como artista da região.
Em São Bernardo do Campo, na Marusan Galeria de Arte, toma parte da mostra “Visões da Borda do Campo”, e no MAC USP, de “Olhar do artista: Haroldo de Campos, uma escolha” e de “Arte Brasileira – Acervo”.
Em Tóquio, participa da “9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea”, que itinera para outras cidades tanto no Japão quanto no Brasil.
Em São Paulo, toma parte das mostras: “Figurativismo/abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira”, no Itaú Cultural; além de “Arte brasileira” e “Coleção Theon Spanudis”, ambas no MAC USP.
Em Salvador, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), integra a mostra “Sincronias”, que também é apresentada na Galeria La Seggiola, em Salerno, na Itália.
O fim da década de 1980 e o início dos anos 1990 marcam um período de intensa circulação institucional – Sacilotto se torna um nome incontornável na história da arte geométrica no Brasil.
No início dos anos 1990, Sacilotto continua presente em mostras fundamentais, refletindo o interesse crescente pela revisão histórica da arte abstrata geométrica e concreta no Brasil. Continua no MAC USP nas exposições: “Arte brasileira”; “Construtivismo: Arte Cartaz 40/50/60” – com curadoria de Alexandre Wollner; “Sacilotto no MAC”; “Luiz Sacilotto na coleção Theon Spanudis”; e “Objeto interno, objeto externo: o colecionador apaixonado Theon Spanudis”. Ainda em São Paulo, participa de exposições na Pinacoteca de São Paulo: “Abstracionismo geométrico e informal: aspectos da vanguarda” e “Estética construtiva: pintura, escultura, gravura”, que revisitam a produção vanguardista dos anos 1950.
A mostra “Sincronias” é apresentada em Roma, Brasília e Rio de Janeiro, e o artista também participa de “Poesia e rigor”, em Belo Horizonte. No Paço Municipal de Santo André, ocorre a retrospectiva de suas obras, entre desenhos e pinturas.
As atividades permanecem intensas. No MAC USP, continua em “Arte brasileira” e “Objeto interno, objeto externo”; na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, em São Paulo, integra “O olhar de Sérgio sobre a arte brasileira: desenhos e pinturas”; e, no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB), faz parte de “100 obras-primas da coleção Mário de Andrade”. Participa em Zurique da exposição “Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung” no Kunsthaus Zurich.
O ano é de celebração e reconhecimento. Marca os 40 anos do Grupo Ruptura, e Sacilotto é homenageado pela revista “Livrespaço”, de Santo André, que dedica uma edição especial à sua obra.
Em novembro, ocorre a inauguração da Casa do Olhar Luiz Sacilotto – um gesto institucional de grande significado. O artista participa como convidado do “V Encontro sobre Artes Plásticas”.
Santo André começa a consolidar sua identidade cultural em torno da obra do artista, colocando-o como patrimônio histórico e simbólico da cidade.
Participa da histórica mostra “Bienal Brasil – Século XX”, na Fundação Bienal de São Paulo, e ganha Sala Especial no Espaço Henfil de Cultura no “4o Salão de Arte Contemporânea de São Bernardo”.
Participa de “Tendências construtivas: construção, medida e proporção”, no MAC USP, e da exposição do acervo do Museu de Arte Contemporânea de Americana (MAC Americana).
Contudo, o ano é marcado por um episódio delicado: Sacilotto sofre um acidente vascular cerebral que interrompe temporariamente sua produção artística e altera seu ritmo de trabalho. Apesar disso, sua presença no circuito permanece sólida e respeitada.
Agda Carvalho apresenta a dissertação de mestrado “Sacilotto: visão e fruição plástica de mundo”, um dos primeiros estudos acadêmicos dedicados exclusivamente à obra sacilottiana. O artista realiza a exposição individual “Sacilotto – Obras selecionadas”, na Galeria Sylvio Nery da Fonseca, em São Paulo, com curadoria de Frederico Morais, e participa das mostras: “Nus e retratos: acervo da Pinacoteca Municipal de São Paulo”; “Escritório de Arte Luiz Sacilotto: exposição de abertura”, organizado por Cibele Aragão no Porto Entreposto Cultural, em Santo André; “30 artistas de Bienais”, no Espaço Henfil de Cultura, em São Bernardo do Campo; e, no MAC USP, “Homenagem a Mário Pedrosa: artistas comentados”.
Dois vídeos são produzidos sobre sua obra – um dirigido por Leonete Acetto e outro por Mara Mourão – registrando sua trajetória e ampliando seu alcance público.
Participa de várias exposições: “Tendências construtivas no MAC USP: construção, medida e proporção”, apresentada também no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ); “Arte brasileira: 50 anos de história no acervo do MAC USP”; “Desexp(l)os(ign)ição” e “O mundo de Mário Schenberg”, ambas na Casa das Rosas; “Matemática, realidade e estética: microchips e arte moderna”, no MAC USP.
No período, suas obras são exibidas em diversas coletivas que revisitam os 40 anos da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta.
Participa da “1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul”, em Porto Alegre, com curadoria de Frederico Morais, e, na Casa do Olhar, em Santo André, expõe em “Trajetória imigrante: fatos, retratos e relato”.
Além disso, a monografia “Luiz Sacilotto e Santo André: uma proposta de musealização”, escrita por Eliana Tramontina como conclusão do Curso de Pós-Graduação no MAC USP, reafirma a relevância do artista para a identidade cultural da cidade.
No mesmo ano, Sacilotto viaja à Europa (Madri, Inglaterra, Áustria, República Tcheca), ampliando seus conhecimentos e sua circulação.
Participa da importante mostra “Arte construtiva no Brasil: coleção Adolpho Leirner”, no MAM-SP, com algumas obras seminais, como “Concreção 5521”. Tem Sala Especial no “27o Salão de Arte Contemporânea de Santo André”, comemorando os 30 anos do evento. Ainda em Santo André, tem as individuais “Luiz Sacilotto: estudos e desenhos” no Escritório de Arte Luiz Sacilotto e “Estudos do artista plástico Luiz Sacilotto” na Casa do Olhar.
Faz parte de “Arte e paisagem: panorâmica do Grande ABC”, no Centro Cultural Mauá, “Brasil: anos 20 a 70”, no MAC USP, e é homenageado em “Destaque na Biblioteca: Sacilotto”, na Pinacoteca de São Bernardo do Campo. No MASP, participa da mostra “O moderno e o contemporâneo na arte brasileira”.
As obras de Sacilotto são apresentadas em diversas exposições importantes: “Década de 50 e seus envolvimentos”, na Jo Slaviero Galeria de Arte, em São Paulo; “Aquisições recentes”, no MAM-SP, com curadoria de Tadeu Chiarelli; “Arte construtiva no Brasil: coleção Adolpho Leirner” – desta vez no MAM-RJ; “Encontro de Chefes de Estado”, também no MAM-RJ; “O Brasil no século da arte: a coleção MAC USP”, no Centro Cultural Fiesp, com curadoria de Teixeira Coelho; e “Coleções – Arte sobre papel”, no Centro Cívico de Santo André.
Sua escultura “Concreção 9877” é instalada no Paço Municipal – marco de presença pública e monumental em sua cidade.
Ano extremamente produtivo.
Sacilotto passa a trabalhar com colagens de vinil adesivo, retomando temas como círculos, cortes e rotações – uma adaptação necessária devido às limitações no uso das mãos, mas que abriu novas possibilidades poéticas.
Recebe a Medalha de Honra ao Mérito de Santo André, e duas esculturas monumentais de sua autoria são instaladas na cidade; além disso, a rua Oliveira Lima é reurbanizada com um piso desenhado a partir de suas obras.
Participa de exposições no Brasil, em Portugal, na Espanha e em Cuba: “Brasil 500 Maranhão: mostra do redescobrimento”, no Convento das Mercês – Fundação da Memória Republicana, em São Luís; “2ª Bienal de Artes Visuais de São João da Boa Vista”, no Espaço Cultural Getúlio Vargas; “Sacilotto: obra gravada completa”, no Espaço de Artes da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid); “Luiz Sacilotto”, na Casa do Olhar Luiz Sacilotto, em Santo André; “Descobertas”, no Cine Teatro Carlos Gomes, em Santo André; “Arte concreta”, no Club Athletico Paulistano, em São Paulo; “Mostra do Redescobrimento”, na Fundação Bienal de São Paulo; “Arte de vanguarda: da província a Santo André”, em Santo André, com curadoria de José Armando Pereira da Silva; “Século 20: arte do Brasil”, no Centro de Arte Moderno José de Azevedo Perdigão, em Lisboa; “De la antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950”, no Instituto Valenciano de Arte Moderna Centro Julio Gonzáles (IVAM), na Espanha; “Heterotopías: medio siglo sin-lugar: 1918-1968”, no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (MNCARS), em Madri, na Espanha; “Traços do ABC” e “Luiz Sacilotto”, ambas no Centro de Desenvolvimento das Artes Visuais (CDAV) de Havana, em Cuba; e “Art of the Americas from the Chase Manhattan Collection”, na Americas Society (AS), em Nova York.
Recebe o prêmio de Artista do Ano pela APCA e o Prêmio Rodrigo de Mello Franco de Andrade pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).
“A obra de Sacilotto denota extraordinária coerência interna quando o plano suporte é alçado ao tridimensional. A chave para o entendimento dessa produção está em perceber o princípio binário que a rege. A alternância entre claro e escuro, cheio e vazio, positivo e negativo serve para construir tanto a pintura quanto a escultura. A aplicação constante desse princípio, quase um método construtivo, fica bem exemplificada nas Concreções dos anos 50, nas quais o quadrado funciona como leit motif de extensa série.”ˣ
É lançado o seu primeiro livro monográfico, “Sacilotto”, que apresenta um panorama da sua vida e obra, com texto do crítico Enock Sacramento. O lançamento ocorre na Dan Galeria, acompanhado de uma exposição individual do artista.
É tema de exposições individuais, além de integrar coletivas de grande relevância, como “Brazil: Body and Soul”, no Guggenheim Museum, em Nova York, marco importante de sua projeção internacional.
Também toma parte das mostras: “Arte hoje”, na Galeria Berenice Arvani, em São Paulo, com curadoria de Carlos von Schmidt; “Trajetória da luz na arte brasileira”, no Itaú Cultural, com curadoria de Paulo Herkenhoff; “Exposição permanente: a coleção”, no MAC USP; “Sacilotto: obra gravada completa”, no Paço Municipal de Santo André e depois no Sesc de São Carlos; “A pintura de Sacilotto dos anos 40 aos 90”, na Dan Galeria, em São Paulo; “20 anos de pinacoteca”, na Pinacoteca de São Bernardo do Campo; “Highlights Gilberto Chateaubriand”, com curadoria de Fernando Cocchiarale, no MAM-RJ; “Sacilotto: desenhos 1974-1982”, na Galeria Sylvio Nery; além de “Sacilotto: vida e obra”, “Estudos de Luiz Sacilotto”, “Exposição iconográfica: Luiz Sacilotto” e “Catálogos e fotos de Luiz Sacilotto”, todas em Santo André.
O MAC USP e a Logos Engenharia lançam um calendário com suas obras.
A Documenta Vídeo Brasil produz o vídeo “Luiz Sacilotto – Espaço Concreto”, expandindo o público de sua obra.
Obras do artista são incluídas nos seguintes espaços e mostras: no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo, com “Geométricos e cinéticos”; no Espaço Virgílio Arte Contemporânea, em São Paulo, na mostra “28 (+) pintura”; na Pinacoteca de São Paulo, na mostra “Coleção Metrópolis de arte contemporânea”, com curadoria de Tadeu Chiarelli; no MAB FAAP, em “Da antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950”; no Centro Universitário Maria Antônia – USP, na mostra “Grupo Ruptura: revisitando a exposição inaugural”; no MAC USP, em “Wolfgang Pfeiffer: 90 anos de vida – 70 anos de arte”; no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, na “21ª Coletiva Sociarte”; no CCBB, em “Artistas contemporâneos: Prêmio ABCA 2000/2001”; no MAM-SP, em “Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX”; no MAM-RJ, em “Arquipélagos – Universo plural do MAM”; no Paço Imperial, nas mostras “Brazilianart II” e “Caminhos do Contemporâneo: 1952/2002”, com curadoria de Lauro Cavalcanti; e, em Santos, na Pinacoteca Benedito Calixto, em “Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea”.
Em janeiro, Sacilotto é internado para uma cirurgia devido a problemas circulatórios. Retorna para casa no início de fevereiro, mas seu estado geral se agrava, e ele falece em 9 de fevereiro de 2003, aos 78 anos, em São Bernardo do Campo.
Seu falecimento mobiliza artistas, críticos e instituições.
Ainda neste ano, suas obras tomam parte de diversas exposições coletivas no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de uma no México – testemunhos da força e da permanência de suas criações: “Panorama ABC: 30 anos de arte”, na Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul; “Arte e sociedade: uma relação polêmica”, no Itaú Cultural, em São Paulo; “Arte & artistas: Brasil 2003”, no MASP; “Construtivismo e a forma como roupa”, no MAM-SP, com curadoria de Ricardo Resende; “Ordem x Liberdade”, no MAM-SP, com curadoria de Fernando Cocchiarale; “Projeto Brazilianart”, no Almacén Galeria de Arte, no Rio de Janeiro; “Papel e tridimensional”, na Galeria Berenice Arvani, em São Paulo; exposições em maio e novembro na Companhia das Artes, em São Paulo; “Arte conhecimento: 70 anos USP”, no MAC USP; e “Cuasi-corpus: arte concreto y neoconcreto de Brasil”, no Museo Tamayo de Arte Contemporáneo, na Cidade do México, e no Museo de Arte Contemporáneo de Monterrey (MARCO).
Após sua morte, Sacilotto passa a receber uma ampla série de homenagens institucionais e revisões críticas. Sua obra aparece em mostras nacionais e internacionais, como: “Coleção Metrópolis de arte contemporânea”, no Espaço Cultural CPFL, em Campinas; “Construtivos e Cinéticos”, na Galeria Berenice Arvani, com curadoria de Celso Fioravante; “1ª Bienal de Arte do Trabalhador da Indústria”, no Centro de Atividades do Sesi Theobaldo de Nigris, em Santo André; “Sacilotto – obra gravada – completa”, na Pinacoteca Municipal de São Caetano do Sul; “Plataforma São Paulo 450 anos”, no MAC USP; “Companhia das Artes – 2004”, em São Paulo.
No exterior, integra mostras como: “Brazil: Body Nostalgia”, em Tóquio; e “Inverted Utopias: The Avant-Garde in Latin America, 1920–1970”, no Museum of Fine Arts, Houston (MFAH), com curadoria de Mari Carmen Ramírez – uma das exposições mais relevantes de revisão da arte latino-americana no início dos anos 2000. Participa também de “Diálogo Portugal-Brasil”, em Sines, Portugal; e, pela Dan Galeria, participa da “Arco 2004 Madrid”, na Espanha.
O reconhecimento internacional evidencia o quanto Sacilotto ocupava um lugar sólido na genealogia da abstração geométrica do continente.
A revisão crítica prossegue. Sua obra aparece em exposições dedicadas a percursos do modernismo e do concretismo brasileiro, como: “Trajetória, trajetórias”, em São Paulo, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud; “Arte em Metrópolis”, no Instituto Tomie Ohtake e depois em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer (MON); “5ª Bienal do Mercosul”, em Porto Alegre, no núcleo histórico; “Visualidades/técnicas”, no Instituto Cervantes, em São Paulo, com curadoria de João J. Spinelli; “Contemporâneos no Forte”, na Galeria de Arte do Forte de S. Francisco, em Chaves, com curadoria de Enock Sacramento; “Coleção Theon Spanudis”, no Centro Universitário Maria Antonia – USP, em São Paulo; “10 anos de um novo MAM: antologia do acervo”, no MAM-SP, com curadoria de Tadeu Chiarelli; “Homo Ludens: do faz-de-conta à vertigem”, no Itaú Cultural, São Paulo, com curadoria de Denise Mattar; e “Companhia das Artes: exposição junho”, em São Paulo.
Participa com obras na SP-Arte; em “40/80: uma mostra de arte brasileira”, na Léo Bahia Arte Contemporânea, em Belo Horizonte; e em “Aspectos da coleção 1950”, no MAM-RJ, com curadoria de Fernando Cocchiarale.
A Pinacoteca de São Paulo inclui trabalhos de Sacilotto na exposição comemorativa “100 anos da Pinacoteca: a formação de um acervo”, com curadoria de Marcelo Mattos Araújo, consolidando a presença da produção de Sacilotto nas grandes narrativas da arte no Brasil. Obras de Sacilotto também são incluídas no projeto da instituição “Visitando o interior: a arte brasileira no acervo da Pinacoteca”.
As obras de Sacilotto participam de importantes mostras retrospectivas: “Ao mesmo tempo nosso tempo”, no MAM-SP; “Um século de arte brasileira: coleção Gilberto Chateaubriand”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, depois no MAM-RJ e no MON, em Curitiba, com curadoria de Fernando Cocchiarale; “Concreta 56 – A raiz da forma”, no MAM-SP, com curadoria de Lorenzo Mammì; “Arte concreta e neoconcreta, da construção à desconstrução”, na Dan Galeria, em São Paulo; “MAM [na] OCA”, na OCA, em São Paulo; “Pincelada: pintura e método: projeções da década de 50”, no Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de Paulo Herkenhoff; “Arte moderna em contexto: coleção ABN AMRO Real”, no espaço de exposições do Banco Santander-ABN AMRO Real, em São Paulo.
Tem obras expostas na SP-Arte, no Pavilhão da Bienal.
Essas mostras reforçam sua relevância histórica e seu papel na definição do vocabulário visual do concretismo paulista.
A mostra “Luiz Sacilotto – Operário da forma”, na Sabina – Escola Parque do Conhecimento, em Santo André, apresenta uma abordagem sensorial e tecnológica de sua obra, incluindo a instalação sonora “Somcilotto”, de Wilson Sukorski. Ainda em Santo André, na Casa do Olhar Luiz Sacilotto, ocorre a individual “Luiz Sacilotto: retratos e paisagens” e, no mesmo espaço, “Luiz Sacilotto: exposição fotográfica sobre a vida do artista”.
No Itaú Cultural, em São Paulo, participa de “Itaú Contemporâneo: arte no Brasil 1981-2006”, com curadoria de Teixeira Coelho; “Tendências construtivas”, no MAC USP; “Mulheres em foco”, no Centro Cultural São Paulo – Coleção de Arte da Cidade em São Paulo; “Olhar seletivo”, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, com curadoria de Ricardo Akagawa; “A arte moderna pelo olhar de Mário de Andrade”, no IEB-USP; “Acervo Galeria Sylvio Nery”; em Salvador, no MAM-BA, é apresentada “Um século de arte brasileira: coleção Gilberto Chateaubriand”; e, novamente, participa da SP-Arte.
A produção sacilottiana ganha destaque em mostras internacionais, como: “Dimensions of Constructive Art in Brazil”, no MFAH, em Houston; “The sites of Latin American abstraction”, em Miami, na Cisneros Fontanals Art Foundation; “12ª Documenta Kassel” na Alemanha; “The Geometry of Hope”, no Blanton Museum of Art, em Austin, e depois em Nova York, na Grey Art Gallery; “Modern Art from the Collection of the Museum of Fine Arts”, no Museo de Arte Moderno (MAM México), na Cidade do México. Com a Dan Galeria, participa da “Arco ‘07 Madrid”.
Esses eventos continuam a projetar sua obra no circuito global.
A retrospectiva da Coleção Itaú – “Arte no Brasil 1911-1980”, no MASP – reafirma Sacilotto como figura fundamental da abstração geométrica no Brasil.
As obras do artista também tomam parte de: “MAM 60”, na Oca, no Ibirapuera, em São Paulo; “Estratégias para entrar e sair da modernidade: arte no Brasil”, no MASP; e “Ruptura, frente e ressonâncias”, na Galeria Berenice Arvani, com curadoria de Celso Fioravante, aprofundando o diálogo entre a arte concreta e a neoconcreta.
No MAC USP, participam de “Arte brasileira no acervo do MAC USP”, com curadoria de Lisbeth Rebollo Gonçalves, e “Tendências abstratas em pequenos formatos”, com curadoria de Gabriel Borba.
No Rio de Janeiro, integra “Arte em movimento”, no Espaço Eliana Benchimol, e, em Florianópolis, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), da mostra “Um século de arte brasileira: coleção Gilberto Chateaubriand”.
Em Nova York, faz parte de “Pinta 08 – The Modern & Contemporary Latin American Art Fair”, no Metropolitan Pavilion.
Sua obra integra as mostras: “Anos 50 – 50 obras”, na Galeria Berenice Arvani; e “Olhar da crítica – Arte premiada da ABCA”, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Circula internacionalmente por Zurique e por outros centros por meio da Coleção Adolpho Leirner, como na mostra “Dimensions of Constructive Art in Brazil”, no MFAH, em Houston, e “North Looks South: Building the Latin American Art Collection”, no mesmo museu. Ainda no exterior, toma parte das mostras: “The Sites of Latin American Abstraction”, no Museum of Latin American Art (MOLAA), em Long Beach, realizada pela Cisneros Fontanals Art Foundation; e “Paperview”, na John Jones Project Space, em Londres.
Neste momento, Sacilotto já é visto como um capítulo incontornável da arte brasileira, e sua presença é constante em mostras de revisão histórica.
Suas obras participam de mostras dedicadas ao diálogo entre concretismo e neoconcretismo, como “Preto no branco: do concreto ao contemporâneo”, na Galeria Berenice Arvani, com curadoria de Celso Fioravante, e “Sacilotto & Barsotti na BM&F Bovespa: diálogo entre o concretismo e o neoconcretismo”, em São Paulo, no Espaço Cultural Bovespa.
No CCBB de Brasília, participa de “Brasília e o construtivismo: um encontro adiado”, e, no MAM-RJ, de “Genealogias do contemporâneo”, com curadoria de Luiz Camillo Osorio.
Internacionalmente, Sacilotto está presente em: “Pinta 2010 – The Modern & Contemporary Latin American Art”, em Nova York; em “Vibración – moderne kunst aus Lateinamerika”, em Bundeskunsthalle - Kunst-und Ausstellungshalle der Bundesrepublik, em Bonn, na Alemanha; e em “The sites of Latin American abstraction”, no Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma, em Palma de Maiorca, na Espanha, e depois em Kunst-und Ausstellungshalle der Bundesrepublik Deutschland, em Bonn.
Sua obra passa a ser estudada também pelo viés da cor, do ritmo e das relações ópticas – temas que ganham força na crítica contemporânea.
As criações de Sacilotto tomam parte de exposições que reforçam sua importância na formulação de uma linguagem abstrata rigorosa, distinta e sustentada por método: “Homenagem ao quadrado”, na Dan Galeria; “Brasil: figuração x abstração no final dos anos 40”, no Instituto de Arte Contemporânea (IAC), com curadoria de Glória Ferreira; “Modernismos no Brasil”, no MAC USP, com curadoria de Tadeu Chiarelli.
Suas obras estão presentes ainda em: “Iberê Camargo e o ambiente cultural brasileiro do pós-guerra”, na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre; “É assim mesmo”, no MAM-RJ; e, no exterior, em “Cold America: Geometric Abstraction in Latin America”, na Fundación Juan March, em Madri; e em “The Sites of Latin American Abstraction”, no Museum Haus Konstruktiv, em Zurique.
Obras de Sacilotto integram as exposições nacionais: “Geometria da transformação: arte construtiva na coleção Fadel”, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília, com curadoria de Max Perlingeiro; “Vermelho: obras em papel”, na Mônica Filgueiras Galeria de Arte, em São Paulo; “Do concretismo ao pop: anos 50, 60 e 70”, na Galeria Berenice Arvani; “Passato imediato”, na Fundação Memorial da América Latina, com curadoria de João J. Spinelli; “Concrete Parallels – Concretos paralelos: construtivismo”, no Centro Brasileiro Britânico, com curadoria de Maria Alice Milliet; “Buzz”, na Galeria Nara Roesler; “Um olhar em movimento: Sacilotto”, no Laser Ocular ABC – Centro Oftalmológico”, em Santo André; além da exposição de abril da Bolsa de Arte.
Em Nova York, faz parte de “Contemporary Art: Latin America”, na Phillips de Pury & Company, e, novamente no MFAH, em Houston, participa de “Constructed Dialogues”.
A mostra “Audácia concreta – As colagens de Sacilotto”, na Caixa Cultural da Sé, em São Paulo, com curadoria de Fernanda Lopes, dá grande visibilidade à produção tardia do artista, particularmente às colagens de vinil iniciadas no ano 2000. Esses trabalhos, antes vistos como adaptações, são reavaliados como investigações formais de grande potência.
Sacilotto recebe a homenagem póstuma de Honra ao Mérito concedida pela Prefeitura de Santo André, e o Sesc da cidade apresenta “Audácia concreta”. A Casa do Olhar traz “Sacilotto em contextos” e reforça a presença do artista, que ajuda a recontar a importância do ABC no desenvolvimento da arte brasileira.
Em Fortaleza, suas obras tomam parte de “Trajetórias: arte brasileira na coleção Fundação Edson Queiroz”, no Espaço Cultural Unifor, e, em Brasília, integram a mostra “Acervos em movimento”, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. Em Campinas, no Espaço Cultural CPFL, participa de “100 anos de arte paulista no acervo da Pinacoteca de São Paulo”, e na Pinacoteca Municipal de São Caetano do Sul toma parte de “Roberto Gyarfi – Mestre impressor”.
Sacilotto tem obras expostas na Pinacoteca de São Paulo na mostra “Fato aberto: o desenho no acervo”, com curadoria de Giancarlo Hannud, e na exposição histórica “30 x Bienal”, na Fundação Bienal de São Paulo, com curadoria de Paulo Venâncio Filho – em que expõe “Concreção 6351” e “C 5940”. O Itaú Cultural exibe “Waldemar Cordeiro: fantasia exata”, da qual participa Sacilotto, reafirmando a estreita relação histórica entre ambos e a convergência de suas pesquisas.
Em Madri, faz parte de “La invención concreta: colección Patricia Phelps de Cisneros”, exibida no MNCARS.
“Audácia concreta: as colagens de Luiz Sacilotto” é exposta na Caixa Cultural de Brasília. As mostras a seguir também contam com obras do artista: “Vontade construtiva na coleção Fadel”, exibida no MAM-SP; “Arte construtiva na Pinacoteca de São Paulo”, na Pinacoteca de São Paulo, com curadoria de Regina Teixeira de Barros; “Momentos da arte contemporânea”, no Instituto Tomie Ohtake; “Flávio de Carvalho – A experiência como obra”, no Centro Cultural São Paulo; “Abstrações”, no Espaço Cultural Airton Queiroz, em Fortaleza, com curadoria de Lauro Cavalcanti.
No exterior, a obra de Sacilotto está presente em “Radical Geometry”, na Royal Academy of Arts, em Londres.
A crítica continua a reconhecer Sacilotto como figura essencial na história do concretismo.
Suas criações circulam em mostras dedicadas à relação entre arte e trabalho, modernismo e arquitetura, como “A arte como trabalho”, na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, e “Artigas, nos pormenores um universo”, no MON, em Curitiba.
A grande exposição “Audácia Concreta: as obras de Luiz Sacilotto”, com curadoria de Claudinei Roberto da Silva no MON, em Curitiba, reforça Sacilotto como figura central no panorama da abstração geométrica do país.
Suas obras participam ainda de: “Op art: ilusões do olhar”, no Museu da Casa Brasileira (MCB), com curadoria de Denise Mattar; “Arte Moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz”, com curadoria de Regina Teixeira de Barros, na Pinacoteca de São Paulo; “10ª Bienal do Mercosul: mensagens de uma nova América”, na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em Porto Alegre; e da Art Rio.
A exposição individual “Sacilotto: em ressonância”, no IAC, com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, apresenta uma leitura contemporânea do artista e registra a entrada de obras e do arquivo no fundo do IAC.
As obras de Sacilotto participam de diversas outras mostras: “Razão concreta”, na Galeria Berenice Arvani, com curadoria de Celso Fioravante; “Mito forma”, na Dan Galeria; “Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo”, na Pinacoteca de São Paulo, com curadoria de Valeria Piccoli; “Os muitos e o um”, no Instituto Tomie Ohtake; “Calder e a arte brasileira”, no Itaú Cultural, com curadoria de Luiz Camillo Osorio; “Visões da arte no acervo do MAC USP: 1900-1950”, no MAC USP; “Formas do moderno na Casa Fiat de Cultura”, em Belo Horizonte; “Arte moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz”, na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, e depois no MON, em Curitiba, e na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte; “Coleção Airton Queiroz”, no Espaço Cultural Airton Queiroz, em Fortaleza; “Em polvorosa: um panorama das coleções MAM Rio”, no MAM-RJ; “Antropofagia y modernidad”, no Museo Nacional de Arte (Munal), na Cidade do México, e depois no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba), em Buenos Aires.
Tem a individual “Sacilotto: formas em movimento” na Casa do Olhar Luiz Sacilotto. Participa da grande mostra “Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos”, que revisita narrativas da arte no Brasil. Toma parte também das coletivas: “Um século de arte brasileira na coleção Fundação Edson Queiroz”, na Casa da Cultura de Sobral, com curadoria de Max Perlingeiro; “Concretos/neoconcretos paulistas”, no Studio Nóbrega, em São Paulo; “IAC 20 anos”, com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, no IAC; “Construções sensíveis”, no Centro Cultural FIESP; “Narrativas da Pina”, na Pinacoteca de São Bernardo do Campo; “Viragens”, na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro; “Arte moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz”, na Casa França-Brasil; e “Alucinações à beira-mar”, no MAM-RJ.
No exterior, faz parte de “Arte moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz”, no Museu Coleção Berardo, em Lisboa.
Sua obra integra a exposição “Ser estar – Sergio Rodrigues”, no Itaú Cultural, revelando diálogos entre design, geometria, mobiliário e construção visual.
Suas obras são expostas em diversas outras mostras: “Construções sensíveis”, no CCBB no Rio de Janeiro e depois no CCBB de Belo Horizonte; “Da figura à abstração geométrica”, no IAC, com curadoria de Regina Teixeira de Barros; “Da Terra Brasilis à Aldeia Global”, na Universidade de Fortaleza (Unifor), com curadoria de Denise Mattar; e “A grande arte da gravura”, em Betto Damasceno Galeria de Arte, em São Bernardo do Campo.
No exterior, participa de “Visiones de la Tierra”, na Fundação Banco Santander, em Madri, com curadoria de Rodrigo Moura; “Arte Moderna in Brasile da Fundação Edson Queiroz”, na Embaixada do Brasil em Roma; “Concrete Matters”, no Moderna Museet, em Estocolmo; e da histórica mostra “Making Art Concrete”, no J. Paul Getty Museum, em Los Angeles.
Tem obras expostas nas mostras: “Arte moderna na Coleção Fundação Edson Queiroz”, na Universidade de Fortaleza (Unifor); “Sur moderno: Journeys of Abstraction”, no Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York; e na Art Rio.
Suas criações participam da exposição “Sandra Cinto: das ideias na cabeça aos olhos no céu”, no Itaú Cultural, com curadoria de Paulo Herkenhoff, ampliando o diálogo entre gerações e reafirmando a atualidade da geometria construtiva.
A Almeida & Dale Galeria de Arte apresenta a individual “A vibração da cor”, com curadoria de Denise Mattar e Gabriel Pérez-Barreiro. A exposição destaca o papel central do ritmo cromático na fase madura do artista.
Em Londres, com os mesmos curadores, Sacilotto tem uma individual realizada pela Cecilia Brunson Projects.
Obras do artista integram também as mostras coletivas: “Ritmo. Rigor. Razão”, na Casa Zalszupin, com curadoria de Guilherme Wisnik; “A máquina do mundo: arte e indústria no Brasil 1901-2021”, na Pinacoteca de São Paulo; e “Vigas-mestras: outras narrativas concretas”, no IAC.
A mostra “Ruptura e o Grupo – Abstração e arte concreta, 70 anos”, com curadoria de Heloisa Espada e Yuri Quevedo no MAM-SP, celebra o legado do movimento e reafirma Sacilotto como um de seus pilares intelectuais e formais.
Sacilotto tem obras nas coletivas: “Afinidades eletivas”, com curadoria de Claudia Moreira Salles na Casa Zalszupin; “Diálogo construtivo paulista”, na Pinacoteca da Associação Paulista de Medicina, em São Paulo; “Utopias e distopias”, com curadoria de Daniel Rangel, no MAM-BA; “Centelhas em movimento”, no Instituto Tomie Ohtake. No exterior, participa de: “An Act of Seeing that Unfolds”, no MNCARS; e “EDGES: Insights on Hard-Edged Abstraction from 1966 to 2022”, no The Place Downstairs, em Londres.
Tem a individual “Luiz Sacilotto: The Resonance of Vision”, na Leon Tovar Gallery, em Nova York, e suas obras participam da “Independent 20th Century”, na Independent Art Fair, em Nova York.
Sua obra integra a coletiva “Museu–Escola–Cidade: o MAM Rio em cinco perspectivas”, ampliando o diálogo entre arte concreta e ações pedagógicas contemporâneas no MAM-RJ. Participa também de: “Cinéticos”, na Galeria Zilda Fraletti, em Curitiba; e “A coleção imaginária de Paulo Kuczynski”, no Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti.
Ano em que Sacilotto é homenageado com individuais em celebração ao aniversário de 100 anos de seu nascimento.
A Casa do Olhar Luiz Sacilotto apresenta a individual “Sacilotto em movimento”, com curadoria de Reinaldo Botelho, explorando as relações entre cor, progressão e variação formal no artista. Também na cidade natal do artista, ocorre “100º aniversário de Luiz Sacilotto”, na Casa Âmbar de Cultura.
O MAC USP inaugura “Sacilotto contemporâneo: cor, movimento, partilha”, uma grande exposição retrospectiva com curadoria de Ana Avelar e cocuradoria de Renata Rocco, que revisita sua obra à luz de debates atuais sobre técnica, coletividade e espaço.
Participa das coletivas: “ABERTO3”, na Residência de Chu Ming Silveira e Casa-Ateliê de Tomie Ohtake; “Rascunhos – Arnaldo Antunes – Diálogos contemporâneos”, no IAC, com curadoria de Daniel Rangel; e, no exterior, “Some May Work as Symbols”, na Raven Row, em Londres.
A presença de Sacilotto segue crescente nas discussões sobre arte concreta, história da abstração sul-americana e relações entre trabalho, técnica e estética.
Ele é homenageado na individual “Sacilotto BioGráfico”, no Sesc Santo André, com curadoria de Reinaldo Botelho, e tem obras expostas nas seguintes mostras coletivas: “MAM São Paulo”, no Centro Cultural FIESP; “L’Atelier”, com curadoria de Marina Frúgoli, na Casa Zalszupin; “Acervo vivo”, na Almeida & Dale Galeria de Arte; e “Geometria como impulso poético”, na Dan Galeria, com curadoria de Maria Alice Milliet.
Seus trabalhos fazem parte de importantes coleções, como MAM-SP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAC USP, MAM-RJ, Acervo Banco Itaú, Sabina Escola Parque do Conhecimento – Santo André, Pinacoteca de São Bernardo do Campo, Sesc Santo André, IAC, IEB USP, Fundação Edson Queiroz, Coleção Instituto Luciano Momesso, Acervo Casa do Olhar/Prefeitura de Santo André, Acervo Banco Safra, Acervo JP Morgan, Coleção de Arte da Cidade Centro Cultural São Paulo, Universidade Federal do ABC, Fundação Padre Anchieta, Instituto Mauricio Nogueira Lima, MFAH (Houston, EUA) e MoMA (Nova York, EUA), além de coleções particulares em Londres, Miami, Nova York, Leeds e Suíça, reafirmando a permanência e a relevância de sua obra no cenário artístico global.
Renata Dias Ferraretto Moura Rocco
- Coleção Folha Grandes Pintores Brasileiros, “Sacilotto”, 2016, no. 14, p. 19. ↑
- Depoimento ao Museu Lasar Segall, 1977. Arquivo Museu Lasar Segall. ↑
- Depoimento ao Museu Lasar Segall, 1977. Arquivo Museu Lasar Segall. ↑
- MILLIET, Sérgio. “Pintores Proletários”. Revista Planalto, nov. 1944, pp. 29-31. ↑
- “II Feira de Arte”. Diário da Noite, São Paulo, 20 dez. 1949, p. 7. ↑
- AICA é a Associação Internacional de Críticos de Arte. Para mais informações, veja-se: https://aicainternational.news/aica-brazil. Acesso em 11 fev. 2026. ↑
- CORDEIRO, Waldemar. “O realismo concreto de Luiz Sacilotto”. Diário do Grande ABC – News Seller, Santo André, 15 dez. 1968. 4º caderno, p. 43. ↑
- Entrevista cedida a Nelson Aguilar. “Sacilotto, o saber operário do concretismo”, 1988. ↑
- ABRAMO, Radha. “Luiz Sacilotto, um astro do Panorama”. Folha de S.Paulo, São Paulo, 29 set. 1979. Ilustrada, p. 29. ↑
- MILLIET, Maria Alice. “Tendências construtivas e os limites da linguagem plástica”. In: AGUILAR, Nelson (cur. e textos). Mostra do Redescobrimento: arte moderna. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais: Fundação Bienal, 2000. p. 53. ↑