Nasce em Santo André (SP), no dia 22 de abril, filho de Antonio Sacilotto e Thereza Cancellier Sacilotto, imigrantes italianos.
Ingressa no Instituto Profissional Masculino, em São Paulo, onde recebe o diploma de habilitação em pintura e decoração, em 1941. Durante o curso, conhece e torna-se amigo de Marcelo Grassmann e Octávio Araújo.
Estuda na Escola Técnica Getulio Vargas, diplomando-se mestre em pintura, e ingressa na Hollerith do Brasil como desenhista de letras de alta precisão.
Por ocasião da Segunda Guerra Mundial, é convocado pela Força Expedicionária Brasileira (FEB). Permanece nove meses na Vila Militar, no Rio de Janeiro, período em que visita exposições de arte e tem contato com obras de mestres expressionistas. Com o fim do conflito, volta a São Paulo e retoma seu emprego.
Participa de coletiva de desenhos na Biblioteca Municipal de São Paulo e da exposição Quatro novíssimos, realizada no Instituto dos Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, trabalha ao lado do arquiteto Jacob Ruchti, como desenhista projetista. O desenho e a pintura de Sacilotto apresentam, à época, características expressionistas.
Participa da exposição 19 pintores na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, durante a qual conhece Waldemar Cordeiro e Lothar Charoux.
Realiza suas primeiras experiências em torno do abstracionismo geométrico. Participa do 1º Salão de Belas Artes do Município de Santo André, obtendo o 2º Prêmio. Por alguns meses, trabalha como desenhista no escritório do arquiteto Vilanova Artigas.
Participa do 2º Salão de Belas Artes do Município de Santo André.
As pinturas produzidas pelo artista ao longo deste ano marcam uma transição do expressionismo para a geometria.
Trabalha como assistente de cenografia na Companhia Cinematográfica Vera Cruz em São Bernardo do Campo (SP).
Participa do 1º Salão Paulista de Arte Moderna e da 1ª Bienal de São Paulo.
Participa da 26ª Bienal de Veneza e do 2º Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o 1º Prêmio Governador do Estado na seção de pintura.
Ao lado de Anatol Wladyslaw, Geraldo de Barros, Kazmer Féjer, Leopold Haar, Lothar Charoux e Waldemar Cordeiro, é um dos signatários do manifesto do grupo Ruptura lançado no dia 9 de dezembro por ocasião de exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP).
Participa da 2ª Bienal de São Paulo.
Participa do 3º Salão Paulista de Arte Moderna, quando recebe o Prêmio Aquisição com a pintura Vibração ondular.
Participa da 3ª Bienal de São Paulo.
Participa da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta — Artes Visuais/ Poesia, realizada no MAM-SP.
Participa da mesma mostra de 1956, agora no Rio de Janeiro, da 4ª Bienal de São Paulo e da mostra Arte Moderna no Brasil, que é apresentada em Buenos Aires, Santiago, Rosário, Lima e em cidades europeias.
Participa da Mostra Concretista — Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, realizada na Galeria de Artes das Folhas, em São Paulo, que vai até o ano seguinte, e da 5ª Bienal de São Paulo.
Participa da Exposição de arte concreta — Retrospectiva 1951-1959, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio).
Participa do 10º Salão Paulista de Arte Moderna, ocasião em que conquista o 1º Prêmio Governador do Estado na seção escultura. Como artista convidado, integra a 6ª Bienal de São Paulo com cinco esculturas em alumínio.
Participa da criação da Associação de Artes Visuais Novas Tendências e da exposição inaugural da Galeria Novas Tendências, em São Paulo.
Participa da 8ª Bienal de São Paulo com dois trabalhos engajados, tridimensionais, construídos com sucatas de produtos industriais de consumo de massa. As circunstâncias econômicas, a situação política e os rumos da arte levam Sacilotto a interromper temporariamente sua produção artística.
É homenageado com Sala Especial no 1º Salão de Arte Contemporânea de Santo André.
Retoma sua produção artística no ateliê de Santo André com nova proposta pictórica, na qual os elementos adquirem mais movimento por meio de sucessivas rotações e progressões.
Participa do 6º Salão Paulista de Arte Contemporânea, da mostra O Desenho Jovem nos anos 40, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e do Projeto construtivo brasileiro na arte (1950-1962), realizado no MAM Rio e na Pinacoteca de São Paulo.
Participa da exposição América Latina — Geometria sensível, no MAM Rio.
Viaja pela primeira vez à Europa, onde se hospeda no ateliê de Kazmer Féjer por alguns meses, além de visitar exposições e museus.
Participa da mostra O desenho como instrumento, promovida pela Cooperativa de Artistas Plásticos de São Paulo e apresentada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Panorama da arte atual brasileira, no MAM-SP, e da exposição Coleção Theon Spanudis, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP).
Realiza a mostra retrospectiva Sacilotto — Expressões e concreções, no MAM-SP, tendo 135 de suas obras, produzidas entre 1942 e 1980, apresentadas.
Participa das exposições coletivas Geometrismo expressivo, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), e Panorama da arte atual brasileira, no MAM-SP, e realiza mostra individual na Galeria Cosme Velho, em São Paulo. A cor volta a protagonizar seus trabalhos.
Participa das coletivas Abstração geométrica, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (MAB/FAAP), em São Paulo; Entre dois séculos — Arte brasileira do século XX na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM Rio; e A trama do gosto, na Fundação Bienal de São Paulo.
Exposição individual na Galeria Millan, em São Paulo.
Recebe o Grande Prêmio da Crítica Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Participa da coletiva promovida pela galeria Italiana La Seggiola, Sincronicas, que aconteceu, no Brasil, no Museu de Arte de São Paulo e da Bahia e no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro; no exterior, a mostra passou por Salerno e Roma, na Itália.
Participa da mostra Bienal Brasil – Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. No mesmo ano é vítima de um acidente vascular cerebral, que interrompe temporariamente sua produção artística.
Participa da mostra Tendências construtivas, realizada no MAC-USP, e da coletiva em homenagem aos quarenta anos da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, na Casa das Rosas, em São Paulo. Inaugura exposição individual no Sylvio Nery Escritório de Arte, em São Paulo.
Participa da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, promovida pela Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em Porto Alegre.
Participa da mostra Arte construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM-SP.
Além de continuar a realizar pinturas, Sacilotto começa a trabalhar com colagens de vinil adesivo, aplicadas sobre Duraplac, o que lhe permite retomar a temática dos círculos com faturas recordadas e rotações.
Recebe a Medalha do Mérito do Município de Santo André, e são instaladas duas grandes esculturas públicas de sua autoria na cidade. Realiza a exposição individual Luiz Sacilotto: obra gravada completa, no Espaço das Artes da Unicid, em São Paulo.
É eleito Artista do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte. A Associação Brasileira de Críticos de Arte outorga a Sacilotto prêmio pelo conjunto de sua obra.
Em maio de 2001, Sacilotto participa do lançamento do livro sobre sua obra, organizado por Enock Sacramento, na Dan Galeria, São Paulo. Participa de importantes exposições coletivas, entre elas: Brazil: Body and Soul, Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos, e Bilbao, Espanha; Caminhos do contemporâneo 1952-2002; Paco Imperial, Rio de Janeiro; Parâmetros: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, no MAM-SP e Rio; Da antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950, MAB/Faap, São Paulo; Coleção Metrópoles de Arte Contemporânea, Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Em janeiro, Sacilotto é internado em São Paulo para a realização de uma cirurgia devido a problemas circulatórios. No início do mês seguinte, retorna a sua casa em Santo André, mas apresenta sangramento no quadro geral e é internado novamente no São Bernardo do Campo, cidade onde falece no dia 9 de fevereiro.