LS0425
Concreção 7964, 1979
Material, Técnica, Suporte
óleo e têmpera sobre madeira
Dimensões
49,5 x 99,5 cm
Outros títulos
Concreta 7964 C 7964
Local de Produção
Santo André, SP - Brasil
Inscrições
da assinatura: c.s.e. Sacilotto
título | identificação da obra: v.c.e. Concreção / 7964
data de produção: v.c.e. 79[64]
Excertos de Texto
- “Formas geométricas sofrem mutações óticas, criando curvas e ritmos que fogem ao controle do observador, como na C 7964 em que triângulos em seriação alteram progressivamente a sua dimensão.” CARVALHO, A. 1995, p. 59
- “Esse quadro aqui já pertence a um período diferente dos outros - dos giros [...], do fundo e forma -, aqui já entra dentro de uma técnica que seria a optical.
Optical é porque a gente já vê curvas, e não tem curva nenhuma.
Fazer uma progressão num papel. Essa progressão a gente pode encontrar aqui maior, menor. Virava o módulo, marcava maior e menor. Módulo, eu transferi pra baixo. De baixo pra cima. Nesse lado, é a mesma coisa, de cima pra baixo. O resultado é que a gente vê a beleza que resulta dessas junções. Depois, simplesmente ligava dois pontos de cada quadrado que sobrava e dava um triângulo. Dá um efeito muito bonito. [Luiz Sacilotto]” SACILOTTO. 1995, 24:15 - “O vocabulário continua simplificado nesta tela. Aparentemente, para olhares rápidos e sem o cuidado de entrar no jogo a que a imagem se oferece, trata-se de uma composição com triângulos e duas cores primárias de alto contraste, o vermelho e o amarelo. Mas a obra também dá continuidade a outro dos permanentes interesses do artista: a investigação sobre uma das grandes provocações e contradições da pintura, qual seja, a representação do espaço, que aqui se apresenta como experiência, e não na qualidade de pura representação.
Uma primeira pergunta possível seria: trata-se de uma superfície vermelha sobre a qual se inscrevem os triângulos amarelos, como se pode depreender observando o canto superior esquerdo? Entretanto, quando o olhar se desloca em qualquer direção para dentro da pintura, ele se depara com a situação inversa de triângulos vermelhos a se impor sobre um fundo amarelo. Instaurada a dúvida primeira, que remete à já discutida questão figura-fundo suscitada pela obra do artista, o olhar não conta mais com qualquer outra certeza, pois se sabe enganado - ou ao menos provocado - na sua compreensão racional dessa ocupação do plano da pintura.
O retângulo amarelo da tela, ocupado pelos triângulos vermelhos - ou seria o contrário, o vermelho ocupado pelo amarelo? -, é dividido infinitamente em ‘quadrados’, que por sua vez se dividem em duplos triângulos - opostos e contíguos - a se lançar em desabalada velocidade para todos os lados, ocupando todo o espaço inicialmente disponível na tela. Ela já não se contenta em ser apenas superfície plana revestida de substância colorida, mas torna-se campo de experiência para o olhar, para os sentidos e para a razão, desafiada a todo momento, inclusive naquele em que o observador se dá conta de que as pequenas formas parecem ser capazes de jogar pelo espaço em torno da tela, escapando do controle que ela ainda pretende poder exercer sobre elas.
Trata-se de uma pintura em que a multiplicidade de possibilidades, a simplicidade de sua realização e a eficácia de sua proposição afirmam a presença do intrigante interesse do artista pelo prazer da ambiguidade, do dinamismo e do movimento como fontes de provocação ao olhar, aspectos que caracterizam a produção de Sacilotto a partir do início no Concretismo.” MORAES, M. 2013, p. 74
Exposições
- 2024, Sacilotto contemporâneo: cor, movimento e partilha.
- 2010, Aloisio Cravo Leiloeiro Oficial: exposição agosto e setembro.
- 1995, Sacilotto: obras selecionadas.
- 1986, 4º Salão Paulista de Arte Contemporânea [sala especial].
- 1980, Sacilotto: expressões & concreções.
- 1980, Itália-Brasil: relações desde o século XVI.
Fontes de Pesquisa
Livros
Catálogos de Exposições Individuais
Catálogos de Leilões
Produção Acadêmica
Vídeo/CD-ROM/DVD