LS0297
Concreção 6048, 1960
Material, Técnica, Suporte
óleo sobre tela
Dimensões
59,7 x 120,4 cm
Outros títulos
Concreção 60.48
Local de Produção
Santo André, SP - Brasil
Inscrições
da assinatura: ab.d. Sacilotto
data de produção: ab.d. 60 [tinta]
data de produção: v.m.ac. 1960 [hidrocor]
título | identificação da obra: v.m.ac. CONCREÇÃO 6048 [hidrocor]
Excertos de Texto
- “O projeto deste quadro levanta problemas bastante familiares aos abstrato-geométricos de São Paulo: o da ambiguidade da forma-fundo e a presença do módulo a determinar a composição, sugerindo inclusive outras soluções pelo sistema combinatório e serial das obras. O artista dividiu o retângulo da superfície da tela, geometricamente, em 6 partes — com triângulos incompletos ou realizados — ou em dois quadrados imaginários justapostos, de composição invertida. As cores usadas são secundárias (violeta e verde) além do branco, que domina a composição nos quatro triângulos centrais, a partir da linha horizontal, invisível, que cinde a tela ao meio.” DESTAQUE do mês. dez. 1979, n.p.
- “No começo da década de [19]60, além da dissolução do Grupo Ruptura, há também as investigações em torno de cortes e dobras dando a sensação de tridimensionalidade por parte de Sacilotto, como em "Concreção 6048". Suas formas adquirem um perfil mais dinâmico e é nítido um movimento através de suas relações geométricas, também valorizado através do contraste entre as cores da obra (Moraes, 2013, p. 60).” FUCHS, I. 2015, p. 49
- “Luiz Sacilotto, "Concreção 6048", 1960: a grande revelação da mostra ["Projeto construtivo brasileiro na arte" (1950-1962)] sobre arte concreta no Brasil.” ARAÚJO, O. 22 jun. 1977, p. 107
- “Em meio ao arrefecimento das discussões e articulações entre os artistas concretos paulistas e ao início do processo de dissolução do Grupo Ruptura em 1959, Sacilotto dá continuidade às investigações em torno da tridimensionalização, explorando os cortes e dobras que lhe são característicos, a fim de promover uma discussão cuja abrangência se amplia consideravelmente nesse período.
Utilizando a estrutura binária de composição de triângulos retângulos iguais, unidos pelos vértices e opostos por seu cateto maior e também pela cor — um preto, outro branco —, elabora uma composição em que se pode observar o movimento duplo instado pelo dinamismo da relação entre as figuras geométricas. Tal movimento é acentuado pelo contraste das cores e também pela inserção do que poderia ser pensado como o plano em que as formas se inserem. Plano que, entretanto, insiste em se apresentar como o espaço no qual essas mesmas formas se movem, ou melhor, incitam os olhos todo o tempo a pensar na eminente partida desses elementos que, despregados de seu frágil ponto de contato — os vértices — com as outras duplas de triângulos, se lançariam em uma aventura por ocupar aquilo que se oferece a eles.
A composição leva para o plano o sentido depurado dessas explorações espaciais que Sacilotto experimenta, naquele momento, com outras formas tridimensionais e relevos, como "Concreção 6044" e, particularmente, "Concreção 6050". Com esta última, guarda correlações mais próximas e firmes, ocupando o campo da visão com jogos em que as formas se dividem para ampliar a perspectiva de compreensão: retângulos como junções de quadrados e trapézios como junções de triângulos ou como recortes do espaço. Os cortes e as dobras materializados nas chapas metálicas virtualizam-se na superfície para tornar mais presente e visível o invisível espaço virtual que a tela propõe como campo de investigação sensível para o olhar que sobre ela se lança, e nela tenta pairar.” MORAES, M. 2013, p. 70 - “"Concreção 6048" (1960) também pode ser situada entre os trabalhos de Sacilotto que exploram as relações geométricas e os efeitos perceptivos, baseando-se em princípios de simetria e espelhamento. Nessa obra, as cores — não só a geometria — atuam com papel decisivo. Realizada com materiais tradicionais, a pintura explora a subdivisão das formas, criando um ritmo alternado de pares de triângulos brancos e verdes que pairam sobre o plano retangular lilás. A percepção do trabalho também segue o ritmo de alternância: ora sobressai o caráter decorativo da padronagem, sugerido pela serialização dos elementos triangulares, ora insinua-se um aspecto mais plástico, volumétrico, indicado pela maneira como as cores interagem. Isso se dá na medida em que o contraste entre as áreas brancas e verdes cria a sensação de dobra das figuras triangulares sobre o espaço lilás. Este, por sua vez, também recua e avança, funcionando ora como figura, ora como fundo da tela. A ênfase na interação das cores nesse último trabalho será um aspecto característico da produção posterior do artista, centrada na exploração dos fenômenos ópticos.” PITTA, F. 2014, p. 102
- “O projeto deste quadro levanta problemas bastante familiares aos abstrato-geométricos de São Paulo: o da ambigüidade da forma-fundo, a presença do módulo a determinar a composição, sugerindo inclusive outras soluções pelo sistema combinatório e serial das obras. O artista dividiu o retângulo da superfície da tela, geometricamente, em seis partes — com triângulos incompletos ou realizados — ou em dois quadrados imaginários justapostos, de composição invertida. As cores usadas são secundárias - violeta e verde — além do branco que domina a composição, nos quatro triângulos centrais, a partir da linha horizontal, invisível, que cinde a tela ao meio.” AMARAL, A. 1982, p. 146
Exposições
- 2024, Sacilotto contemporâneo: cor, movimento e partilha.
- 2014, Arte construtiva na Pinacoteca de São Paulo.
- 2011, Iberê Camargo e o ambiente cultural brasileiro do pós-guerra.
- 1994, Bienal Brasil século XX.
- 1984-1985, Tradição e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras.
- 1980, Sacilotto: expressões & concreções.
- 1978, Arte agora III / América Latina: geometria sensível.
- 1976, Destaque do mês.
- 1968, 1º Salão de Arte Contemporânea de Santo André [sala especial].
- 1960, Exposição de arte concreta.
- 1960, Exposição de arte concreta: retrospectiva 1951-1959.
Fontes de Pesquisa
Livros
- ARTE no Brasil. 1979, v. 2. p. 809, 1109 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- MANGE, M. 2000. p. 62 reprodução de obra: cor, p. 79 citação sobre a obra.
- MANGE, M. 2002. p. 62 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- MATTAR, D. 2021. p. 112-113 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- MORAES, M. 2013. p. 70-71 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- PONTUAL, R. 1978. p. 62 ficha técnica da obra e reprodução: p&b.
- SACRAMENTO, E. 2001. p. 84 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
Antologias de Coleções
Catálogos de Exposições Individuais
Catálogos de Exposições Coletivas
- BILL, M. 1960. [n.p.] ficha técnica de obra.
- CORDEIRO, W. 1968. [n.p.] ficha técnica de obra.
- MARINO, J. 1984. p. 250-251 ficha técnica da obra e reprodução: p&b.
- MILLIET, M. 1994. p. 504 ficha técnica de obra.
- MILLIET, S. 1960. [n.p.] ficha técnica de obra.
- PAPE, L. 1977. p. 16 ficha técnica de obra.
- PITTA, F. 2014. p. 104-105 ficha técnica da obra e reprodução: cor, p. 102 citação sobre a obra.
Publicações Periódicas
- ARAÚJO, O. 22 jun. 1977. p. 107 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- CLÜVER, C. maio/out. 2008. p. 121 (artigo) reprodução de obra: cor.
- DESTAQUE do mês. dez. 1979. verso citação sobre a obra.
- ERNESTO, L. 8 jan. 1980. reprodução de obra: p&b.
- LEITE, J. 1979. p. 809 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- O CONCRETISMO de Sacilotto. 28 dez. 1979. reprodução de obra: p&b.
- PINACOTECA adquire obras de Sacilotto. 14 ago. 1977. citação sobre a obra.
- PONTUAL, R. 15 jul. 1977. p. 1 reprodução de obra: p&b.
- SACILOTTO. 12 dez. 1979. p. 17 citação sobre a obra.
- ZANINI, I. 11 dez. 1979. p. 33 reprodução de obra: p&b.
Produção Acadêmica