LS0231
Concreção 5624, 1956
Material, Técnica, Suporte
chapa de alumínio pintada
Dimensões
36 x 59,5 x 2,5 cm
Local de Produção
Santo André, SP - Brasil
Inscrições
da assinatura: c.i.d. Sacilotto [tinta]
data de produção: c.i.d. 56 [tinta]
título | identificação da obra: v.ac.c. Concreção 5624 [tinta]
Obras Associadas
Excertos de Texto
- “Poderia concreção reportar-se a concreta+ação? Creio que sim. Desde a década de 1950, época em que Luiz Sacilotto criou "Concreção 5624", sua preocupação tem sido construir trabalhos que se destacam pela pureza e clareza das formas, compor algo que contemple a visão. Com pequenos quadrados recortados, ele cria outros maiores. Ao colocá-los afastados do suporte, joga com luz e sombras, redimensionando a própria proposta e a nossa interpretação. [Elvira Vernaschi]” SACRAMENTO, E. 2001, p. 76
- “Os relevos de Luiz Sacilotto, realizados na segunda metade da década de 1950, entre eles as Concreções "5624", "5629", "5732", "5836", em pleno período histórico do movimento, representam uma espécie de rito de passagem do bidimensional para a conquista do espaço. Eles se inscrevem entre as obras concretas mais admiráveis produzidas por Sacilotto. Trata-se de trabalhos concebidos como um projeto, em alumínio, como suporte e relevo, de um apuro formal impecável e de uma clareza absoluta. Neles Sacilotto consegue muito, com um mínimo de elementos e variações. Cada uma dessas Concreções tem uma personalidade distinta, inconfundível, como se fossem quatro estações.” SACRAMENTO, E. 2001, p. 77
- “Embora muitas pinturas de Sacilotto dos anos 1950 sejam construídas a partir de uma composição classicamente ‘concreta’ de formas avulsas sobre uma superfície branca e plana, vemos como o artista logo abraça um tratamento de ‘ocupação total’ da superfície em que a justaposição de cores e tons cria um efeito óptico de profundidade física e vibração superficial. [Gabriel Pérez-Barreiro]” MATTAR, D. 2021, p. 25-26
- “Na minha vida sempre quis experimentar materiais novos, então, eu pensei que se cortasse alumínio em quadradinhos, em tamanhos iguais e dispusesse numa forma racional, o quadro. Então comecei a distribuir esses quadradinhos aleatoriamente, mas fui juntando e depois senti que eram conjuntos, o problema da Gestalt, o problema da forma e fundo. Esse quadro deu origem às esculturas em alumínio. [Luiz Sacilotto]” SACILOTTO. 1995, 23:07
- “Afirmação da busca por libertar-se da superfície projetando-se fisicamente no espaço, esta obra de vocabulário ainda mais reduzido, monocromático, explora a pureza das formas e enfatiza a preocupação de Sacilotto com a clareza e objetividade das relações propostas.
Revolucionária ao se lançar como pintura-relevo no ano da I Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM-SP, quando se inflamam as discussões sobre as divergências entre os grupos de São Paulo (Ruptura) e do Rio de Janeiro (Frente), a obra explora a relação e a presentificação dos materiais industriais, utilizados como suporte e meio de realização.
Juntamente com as posteriores "Concreção 5629", do mesmo ano, e "Concreção 5732", do ano seguinte, a tela compõe um grupo de pinturas que afirmam essa potencialidade da arte concreta ao serem produzidas com um número cada vez mais reduzido de elementos, enquanto se oferecem como vitalidade para a visão ainda desacostumada, naquele momento, à experiência de ver efetivamente para além das formas reconhecíveis e reconhecidas, e não apenas olhar.
"Concreção 5624" constitui, juntamente com as duas obras mencionadas, um momento singular no processo de Sacilotto, que radicaliza nessa passagem sua busca pela conquista do espaço com a utilização da mínima materialidade e referência possível. Explora a capacidade perceptiva de segregação ao propor uma relação de superfícies sobrepostas na ausência de contrastes, na abstinência da gestualidade, extraindo força daquilo que poderia ser a inexistência de estímulo visual. Valendo-se, mais uma vez, da ambiguidade da relação figura-fundo, cria um projeto de radical transformação e depuração da sensibilidade.” MORAES, M. 2013, p. 58 - “A articulação entre esses trabalhos ["Concreção" de 1952 e "Concreção 5624"] se evidencia na geometrização das formas, nas pesquisas com linhas horizontais e verticais, bem como na dedicação ao experimentalismo. Verificamos que os trabalhos apontam para uma tendência construtivista, a qual esteve inserida dentro de um debate sobre a abstração geométrica. Dessa maneira, eles se aproximam muito de uma linguagem industrial pela justeza e clareza de formas e pela sistematização da composição. [...]
É interessante destacar que ambos os trabalhos possuem traços que se acercam da linguagem construtiva de Piet Mondrian (1872-1944) [...].” SILVA, J. 2015, p. 90
Exposições
- 2024, Sacilotto contemporâneo: cor, movimento e partilha.
- 2006, Concreta‘56: a raiz da forma.
- 2000, Brasil +500 Maranhão: Mostra do Redescobrimento.
- 1997, 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul.
- 1995, Sacilotto: obras selecionadas.
- 1987, A trama do gosto: um olhar sobre o cotidiano.
- 1980, Sacilotto: expressões & concreções.
- 1957, 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta.
- 1956, 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta.
Fontes de Pesquisa
Livros
- ANTUNES, B. 2016. p. 37 reprodução de obra: p&b.
- MARTINS, L. 2018. p. 54, 297 citação sobre a obra.
- MATTAR, D. 2021. p. 79 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- MATTAR, D. 2021. Versão em inglês. p. 57 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- MORAES, M. 2013. p. 58-59 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
- SACRAMENTO, E. 2001. p. 76 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
Catálogos de Exposições Individuais
Catálogos de Exposições Coletivas
Publicações Periódicas
Produção Acadêmica
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